Dizque Alfred Hitchcock, consagrado diretor de thrillers, como Um Corpo Que Cai (1958) e Psicose (1960), pediu que seu epitáfio fosse: “É isto que acontece com os maus garotos” — mas não realizaram seu desejo.

Eu nunca acreditei na veracidade das últimas palavras geniais. Se mesmo nos textos de Shakespeare os moribundos falam coisas superficiais, do tipo “Oh! Mataram-me!” [Polônio, conselheiro do rei da Dinamarca, em Hamlet], imagine na vida real.

Uma vez pensei em montar um negócio de criação de últimas palavras. O cliente que nos contratasse teria sua vida estudada e, a partir disto, faríamos um levantamento das maneiras mais prováveis dele morrer. Assim, criaríamos uma frase específica para cada situação possível. Tudo sob o seu crivo, claro. Desta forma, quando ele viesse a bater as botas, daríamos um jeito de forjar a cena da morte e trazer à tona as suas… caham… últimas palavras. E ninguém correria o risco de levar fama eterna por algo que não fosse do seu apreço.


Nina Vieira
fez um comentário

April 25, 2009 @ 17:38

Me mata, eu não tava te visitando…
Me lembrei do epitáfio de Fernando Sabino: “Aqui jaz Fernando Sabino, que nasceu homem e morreu menino”, nunca esqueci…

Adorei o visual do blog. Beijos.

Cloud Advertising Inc. | abre parêntese (
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April 26, 2009 @ 00:10

[...] meu projeto de comercialização de últimas frases não deslanche (sabe como é, às vezes o mundo não está preparado para certas idéias), hei de [...]

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