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Diário da Bélgica: Jeanneke Pis & Schtroumpfs

Não sou turista, não sou nativo, não vou ao trabalho nem à escola (ainda). Não conheço ninguém aqui, não domino nada da língua. Sou invisível em Bruxelas. É uma boa sensação.

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Num beco escondido e sem sinalização, em frente ao irretocavelmente underground Delirium Café, está a versão feminina do Manneken Pis, a famosa estatueta do garotinho mijão e uma das principais atrações turísticas de Bruxelas (!). Seu nome é Jeanneke Pis e foi criada em 1985 pelo artista plástico Denis-Adrien Debouvrie.

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Um dos meus locais prediletos neste pouco tempo em Bruxelas é o Centre Belge de la BD (Centro Belga de HQs), com um museu (8€), uma loja e um café. É vasto e diverso o público que aqui consome quadrinhos, graphic novels e tirinhas — a ponto de o serviço ser especializado do um modo que lembra a divisão de funções da indústria de filmes de Hollywood. A publicação pioneira do ramo data de 1938: o hebdomadário Spirou. Entre as criações belgas de renome mundial estão Tintin, de Hergé, e os Smurfs, de Peyo. Aliás, o nome Smurfs tem curiosa quantidade de adaptações. O original belga é Schtroumpfs; já na Espanha eles são chamados de Pitufos; na Itália, de Puffos; e, finalmente, o nome Smurfs foi adotado no Brasil via EUA. A primeira tirinha dos Smurfs saiu em 1958. O desenho, da Hanna-Barbera, é de 1981. Para este ano, 2011, está previsto o primeiro filme dos bichinhos azuis. (Indagação repentina: seria o Gonzo, dos Muppet Babies, um Smurf deformado?)

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