Olá, bonitos leitores.
Que sacanagem, a minha, deixar vocês sem posts durante quase dois meses, hein?
É que eu tive um raro problema de saúde. Aos 22, fui diagnosticado com osteoporose, no quadril esquerdo. “Até na doença você é precoce”, gozou uma amiga. Os médicos não sabem como diabos isto aconteceu, o diagnóstico foi tão surpreendente que eu devo ser um dos principais temas das rodas de conversa do Clube dos Médicos da Bahia atualmente. Desconfia-se que eu carrego um gene de uma doença muito pancadona, chamada osteogenesis imperfecta (pelo menos o nome é charmoso, se for isto mesmo, mando tatuar). Veja bem, não que eu tenha a doença, que originalmente provoca deformação óssea assim que a pessoa nasce — ao que parece, a osteoporose seria uma forma branda de a doença se manifestar, quase uma sequela por tão-somente postar o gene. Nada foi confirmado, efetivamente. O fato é que estou de muletas desde janeiro, e a previsão atual é que não me livre delas até junho. Além desta medida de precaução, meu tratamento está sendo feito à base de comprimidos de cálcio e de um medicamento relativamente novo, Actonel. Nem queiram ver a lista de possíveis efeitos colaterais. Mas até então tem dado tudo certo, a inflamação cedeu bastante e não sinto mais dores. A única parte chata é que é preciso, após ingerir o remédio, ficar meia-hora de pé, para evitar uma esofagite. Agora, imagine quão agradável era ficar em pé estando de muletas, terminantemente proibido de pôr peso sobre a perna doente? PQP! Agora, pelo menos, estou liberado para, vezenquando, usar apenas uma muleta, que eu tratei de substituir por uma bengala, no melhor estilo Dr. House. Falta só aprender a girá-la feito uma baqueta.
Agora que você está compadecido com o meu drama, nem preciso explicar que, em tese, eu deveria era ter aproveitado este tempo de bastante repouso para postar mais, mas que enjoei rapidinho do ex-novo template do blogue, que era muito vivo, nada condizente com minha natureza sóbria e algo pra baixo. O novo layout, ainda em construção, acabou sendo muito parecido com o primeiro. No post inaugural desta versão 2.0, fiz um discurso bonito sobre as mudanças. Caí no clichê das promessas de Ano Novo. Até!