Apesar de já estar bastante gasta, não há outra palavra a não ser GENIAL para explicar a performance de Tomzé nesta entrevista ao Programa do Jô, explicando porque Atoladinha tem um “metarrefrão microtonal e polissemiótico”:
Apesar de já estar bastante gasta, não há outra palavra a não ser GENIAL para explicar a performance de Tomzé nesta entrevista ao Programa do Jô, explicando porque Atoladinha tem um “metarrefrão microtonal e polissemiótico”:
O amigo Marcelino Freire, bróder da prosa afiada, esteve na IX Bienal do Livro Bahia e nos deu a honra de passar uns dias cá em Salvador, trocando ideias e risadas com a gente, do Coletivo Muito Barulho Por Nada. Pra quem não conhece o MBPN ainda, trata-se de uma galera, da qual faço parte, que decidiu se juntar para produzir coisas.
O projeto nasceu quando o poeta e ator baiano Gabriel Pardal, que atualmente vive no Rio, fez uma participação improvisada nas jam sessions que rolam no Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM) aos sábados. A performance de Pardal, que tem textos fantásticos, inspirou João Vinícius (ex-Roleta Russa) a bolar um projeto que mesclasse literatura & música. João convocou a Gabriel Camões (ex-Roleta Russa) e a mim para uma reunião e começamos a lapidar sua idéia. Um dia depois, encontramos Mariele Góes, fotógrafa, pelo Rio Vermelho e, num bate-papo informal, ela trouxe a fotografia para o balaio. Daí resolvemos escancarar de vez as portas e abraçar toda forma de expressão artística que aparecesse. No nosso blogue tem de tudo: de música instrumental a videoclipe, de curtametragens a declamações.
Efetivamente, por uma questão de interesse, de traquejo e de interação entre os atuais membros, a dobradinha literatura-música acaba impondo sua presença com mais frequência. Eis duas amostras do que se pode encontrar no nosso blogue:
Carta pra Driu foi nosso texto inaugural. É uma carta de amor que eu havia escrito, e que aqui é lida por Camões; a música é de João.
Já o próximo áudio é um excerto do clássico romance Madame Bovary, do francês Gustave Flaubert, um dos meus livros prediletos. Estava na casa de João, vendo filmes, conversando sem compromisso, e ele decidiu gravar a leitura que eu fazia. Cebola Pessoa, em seguida, pegou este material e criou uma base que é — putz, de uma beleza inefável.
Assine o feed do blogue do MBPN porque, nas próximas semanas, vem muita coisa bacana, inclusive um texto inédito do Marcelino. E, em breve, eu volto com este assunto aqui no abre parêntese (, mas desta vez será para convidar você para nossas primeiras apresentações ao vivo. Bó fazer barulho!
Sonhei que fazia um post colocando o vídeo abaixo; como não sou de desobedecer meu inconsciente…
Refusal of years tem sido o disco que mais ouço neste começo de ano. Nunca prestara muita atenção ao trabalho de Morrissey, mesmo na sua época de The Smiths. Seu nome me era familiar apenas pelas inúmeras referências que o Renato Russo fazia a ele. Ouvi I’m throwing my arms around Paris por um link disponibilizado via Twitter e achei-a linda, tocante. O disco inteiro é muito bom, é cheio, envolvente; apesar de não ter nada soando a novidade, nada experimental, tudo é tão bem carrilado que o álbum, mesmo sendo deste ano, tem um ar de clássico do rock. Vale ainda destacar as letras de Morrissey, com uma profundidade rara de se encontrar hoje em dia nas canções em inglês. I’m throwing… entra não somente pelo sonho, mas por mostrar todas as caraterísticas mencionadas aqui. Aumenta o som e canta junto.