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	<title>abre parêntese ( &#187; Música</title>
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		<title>Diário da Bélgica: um pouco de música</title>
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		<pubDate>Sun, 17 Apr 2011 13:58:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Breno Fernandes</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Nestes últimos meses, em que pouco ouvi música, foi sobretudo durante as visitas à cidadezinha universitária de Louvain-La-Neuve quando e onde mais tive boas surpresas musicais. Fim de semana passado, entrei na Fnac de lá bem a tempo de assistir a um pocket show do trio instrumental <a href="http://www.myspace.com/noxtrio" target="_blank">Nox</a> (violino + baixo elétrico + bateria). Sua música é tocante. Ontem, à toa pelas ruas com o amigo local <a href="http://twitter.com/ugosan" target="_blank">Ugo Sangiorgi</a>, nova surpresa &#8212; o grupo <a href="http://www.turdus.be/" target="_blank">Turdus Philomelos</a> tocava à céu aberto, à porta de uma <a target="_blank" href="http://www.popupshop.be/">galeria</a> que inaugurava na cidade. Abaixo, amostras da divertida performance dos caras, que incluiu um insólito final com referência ao Brasil:</p>
<p align="center"><iframe title="YouTube video player" width="480" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/ytirl8U-BUU" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p align="center"><iframe title="YouTube video player" width="480" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/VnJYt5dK5SY" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p align="center"><iframe title="YouTube video player" width="480" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/xz9qVayivZ8" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>Diário da Bélgica: Museum Night Fever</title>
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		<pubDate>Sun, 27 Feb 2011 17:49:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Breno Fernandes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Neste fim de semana, houve em Bruxelas a terceira edição do Museum Night Fever, um megaevento noturno realizado em 19 museus da cidade, onde aconteceram visitas guiadas, performances, exibições fílmicas e shows. O ingresso, que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Neste fim de semana, houve em Bruxelas a terceira edição do <a target="_blank" href="http://www.museumnightfever.be/">Museum Night Fever</a>, um megaevento noturno realizado em 19 museus da cidade, onde aconteceram visitas guiadas, performances, exibições fílmicas e shows. O ingresso, que dava direito ainda às linhas de ônibus exclusivas que se deslocavam entre as instituições e a uma festa eletrônica de encerramento, custou a bagatela de 8 euros (menos de R$ 20).</p>
<p>Eu queria ter ido para muita coisa, e mesmo contando com a sorte de metade dos museus estarem ao redor de uma mesma praça, todos os eventos aconteciam simultaneamente entre as 19h e às 23h30; incluindo o tempo nas filas, você era obrigado a ser mais seleto se quisesse aproveitar algo.</p>
<p>A ideia de uma noitada cultural em museus me parecia boa e eu estava cheio de expectativas; para a minha decepção, apesar das grandes proporções do evento como um todo, as atrações não eram tão bem produzidas assim. A tirar pelas três performances que vi &#8212; um desfile de moda, uma fanfarra de banda militar e dois minutos de um teatrinho inspirado no filme <em>O Homem Elefante</em> &#8211;, muita coisa ficou sob encargo de universitários em trabalho voluntário, e tudo ganhou um ar de apresentação estudantil meia-boca. Houve quem conseguisse transformar a falta de produção em trunfo, a exemplo das dançarinas da banda do exército (Vídeo 3), cuja falta de coordenação patente acabou incorporada à coreografia como elemento humorístico. Já o teatrinho d&#8217;<em>O Homem Elefante</em>, pelo pouquíssimo que vi, era digno de 5ª série em tudo &#8212; cenário, atores, iluminação, etc.</p>
<p>Da parte do público eu igualmente esperava um espírito mais festeiro; surpreendeu-me a cena do vocalista da banda francesa <a href="http://www.myspace.com/youandyou1978" target="_blank">You and You</a> tentando puxar um coro da plateia e ninguém lhe responder, como é possível ver ao final do Vídeo 1.</p>
<p>No fim das contas, entretanto, foi uma boa noite. Valeu pela companhia dos amigos; pela descoberta do <a href="http://www.maisonbizarre.eu/" target="_blank">Museu de Arte Fantástica</a>, dedicado às criaturas bizarras; e pelo tour por Ixelles, bairro de Bruxelas (onde nasceu Audrey Hepburn) que eu não tinha explorado direito.</p>
<p>Próximo fim de semana tem o <a href="http://www.erotisme2011.be/" target="_blank">Festival do Erotismo</a>.</p>
<p align="center"><iframe title="YouTube video player" width="425" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/5h0ty41Elb8" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p align="center"><iframe title="YouTube video player" width="425" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/TqKgzQcJFTQ" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p align="center"><iframe title="YouTube video player" width="425" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/U9s0louPO_o" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Diário da Bélgica: You&#8217;ve got me on my knees, Layla</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Feb 2011 22:31:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Breno Fernandes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Centro de Bruxelas, em frente à galeria Saint-Hubert, sábado, 5 de fevereiro. Este velhinho é uma figuraça. Além do bom humor, do talento e da bela barba cultivada, ainda me impressionou por conseguir solar no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Centro de Bruxelas, em frente à galeria Saint-Hubert, sábado, 5 de fevereiro.</p>
<p align="center"><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/3mbiSMl3Kn8?hl=pt&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/3mbiSMl3Kn8?hl=pt&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p>Este velhinho é uma figuraça. Além do bom humor, do talento e da bela barba cultivada, ainda me impressionou por conseguir solar no frio de graus negativos, enquanto eu mal conseguia mover os dedos quando tirava as luvas. No dia seguinte, encontrei-o em outro ponto do centro, fazendo coro e batendo palmas durante a apresentação de um seu jovem amigo português. Sua fala lhe dava ares de patrono de todos os músicos que se apresentam pelas ruas da cidade.</p>
<p>(Os créditos pela filmagem e armazenamento do vídeo são de <a href="http://www.twitter.com/ugosan" target="_blank">Ugo</a>.)</p>
]]></content:encoded>
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		<title>[entrevista] Arnaldo Antunes: &#8220;O poeta deve prezar pela saúde da língua&#8221;</title>
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		<pubDate>Sat, 22 Jan 2011 14:23:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Breno Fernandes</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Foram sete discos como integrante dos Titãs, alguns deles já considerados fundamentais para a história da música brasileira, a exemplo de <em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=LH8yvrSZCpQ" target="_blank">Cabeça Dinossauro</a></em> (1986). Na carreira solo, conta com dez discos lançados, o último no ano passado (<em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=V886ojO-oiQ" target="_blank">Iê Iê Iê</a></em>). Ajudou a compor trilhas sonoras (<em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=zEzhL7pDS18" target="_blank">Bicho de Sete Cabeças</a></em>, <em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=Aue8j0QP-TQ" target="_blank">Benjamim</a></em>, <em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=Vnivtd9Ztro" target="_blank">Dois Perdidos Numa Noite Suja</a></em>, <em>Mil e Uma</em>) e, ao lado dos amigos Carlinhos Brown e Marisa Monte, lançou <em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=smwj7ISnwXM" target="_blank">Os Tribalistas</a></em>, disco que tocou e tocou e tocou no ano de 2003. Este é o <a href="http://www.arnaldoantunes.com.br" target="_blank">Arnaldo Antunes</a> do qual a gente se lembra mais facilmente. Mas o músico é também artista plástico, com instalações e exposições montadas em importantes centros do País e no estrangeiro. E, olha, é poeta dos bons. Herdeiro do concretismo, movimento que afirmava – nas palavras do russo Vladimir Mayakovsky – não haver arte revolucionária sem forma revolucionária, o poeta Arnaldo Antunes, 49, acaba de lançar o livro <em><a href="http://abreparentese.com/2010/05/mensagem-e-percepcao-da-palavra-enquanto-signo/" target="_blank">N.D.A.</a> </em>[Editora Iluminuras, 208 p., R$ 44], o décimo de sua peralta trajetória de subversor das palavras. Indiciado pela reportagem, declara a seu favor: faz isso pela saúde da língua. Ainda bem.</p>
<p><strong> </strong></p>
<div id="attachment_737" class="wp-caption alignleft" style="width: 273px"><strong><a href="http://abreparentese.com/wp-content/uploads/2011/01/202_g.jpeg"><img class="size-full wp-image-737 " style="margin: 5px;" title="Foto: Marcia Xavier / Divulgação" src="http://abreparentese.com/wp-content/uploads/2011/01/202_g.jpeg" alt="Foto: Marcia Xavier / Divulgação" width="263" height="410" /></a></strong><p class="wp-caption-text">Foto: Marcia Xavier / Divulgação</p></div>
<p><strong>Nunca te interessou fazer apresentações híbridas, meio show, meiosarau?</strong></p>
<p>Os circuitos são muito diferentes. As coisas da música têm constância maior, pela própria requisição do meio. Show é uma atividade mais comum. Mas surgem alguns convites de festivais de literatura e poesia para fazer performance– e não só no Brasil. Às vezes eu as faço sozinho; às vezes, junto com um músico (já me apresentei com Edgard Scandurra, com Chico Neves e com Marcelo Jeneci). Uso elementos musicais em performances, mas não resultando em canções, é mais em cima da poesia mesmo. Eventualmente eu digo um poema num show, ou canto alguma canção à capela numa performance. Pode ser que, algum dia, venha a misturar as duas coisas.</p>
<p><strong>Você se sente parte de uma cena poética? Se é que há cena poética no Brasil hoje&#8230;</strong></p>
<p>Olha, hoje em dia a gente vive numa realidade cultural muito diversificada, na qual as iniciativas individuais predominam mais que movimentos coletivos. Não vejo essa possibilidade de resumir cada poeta dentro de uma tendência. Da minha poesia, posso dizer que ela tem influência de uma poesia mais construtivista, mais lúdica, que é ligada à poesia concreta. A João Cabral de Melo Neto, um poeta que tem preocupação formal. E aos desdobramentos da poesia concreta–várias gerações de poetas que vêm explorando a poesia junto com a visualidade gráfica. Ao mesmo tempo, tem influência da própria tradição de canções, da poesia contracultural e do rock ‘n roll. Tem também um pouco de influência mais lírica, que me seduz. Manuel Bandeira, Drummond, Vinicius. E tem as coisas que prezo na poesia, né? A precisão, a clareza, o lúdico.</p>
<p><strong>Esses aspectos seriam dogmas? Preceitos talvez? </strong></p>
<p>Não chamaria de dogmas, tampouco de preceitos. Quando escrevo, não penso em regras,nem em dogmas a serem seguidos. Simplesmente faço e, enquanto estou fazendo, estou preocupado com alguns critérios. Seriam mais critérios e inspirações da maneira de se criar do que preceitos; poder subverter gramaticalmente; poder quebrar palavras, quebrar vocábulos ao meio e sugerir palavras dentro de palavras; ter uma liberdade de organização sintática e gráfica muito, muito grande.</p>
<p>Após anos de labuta com a poesia concreta, as possibilidades de explorar novas relações de forma e conteúdo não se vão esgotando?</p>
<p>Não, a gente faz poema justamente para renovar as maneiras das coisas se combinarem. As formas de relacionar forma e conteúdo são muitas. A poesia é um território de linguagens onde forma é conteúdo e conteúdo é forma – onde essas coisas perdem um pouco a sua dualidade e se tornam integralmente uma coisa só. Neste sentido, é um exercício que acho sempre renovador, sempre renovável. A cada poema.</p>
<p><strong>É a primeira vez que você é responsável também pela composição gráfica de um livro seu? </strong></p>
<p>Faço isso em todos os meus livros. Grande parte do meu trabalho depende do trabalho gráfico. Muitas coisas não existiriam enquanto poema se não fosse naquela configuração visual. O suporte faz parte estrutural da mensagem; ele não entra como um adorno, um enfeite, é mais um elemento que atua junto como verbal.</p>
<p><strong>É mais difícil tornar o papel parte visível da poesia ou &#8220;esconder&#8221; diversas linhas melódicas em prol da unidade harmônica de uma canção? </strong></p>
<p>É um pouco parecido. Sou um artista que lida com a palavra, e a palavra tende a outros códigos em busca de uma ressignificação. Seja ao entoar a palavra em uma melodia, ou entoá-la através de um grafismo – ou de uma configuração das palavras na página, ou do atrito com alguma imagem –, essa palavra acaba sendo uma espécie de trampolim de onde me aventuro em direção a audiolinguagens, justamente no anseio de dar-lhe uma carga de significação que ela, por si, não atingiria.</p>
<p><strong> </strong></p>
<div id="attachment_738" class="wp-caption alignright" style="width: 155px"><strong><a href="http://abreparentese.com/wp-content/uploads/2011/01/15_g.jpeg"><img class="size-full wp-image-738 " style="margin: 5px;" title="N.D.A. [Editora Iluminuras, 208 p., R$ 44]" src="http://abreparentese.com/wp-content/uploads/2011/01/15_g.jpeg" alt="N.D.A. [Editora Iluminuras, 208 p., R$ 44]" width="145" height="205" /></a></strong><p class="wp-caption-text">N.D.A. [Editora Iluminuras, 208 p., R$ 44</p></div><strong>Em <em>N.D.A</em>. alguns poucos textos lembram letras de música. Às vezes você fica em dúvida sobre o fim de determinado texto?</strong></p>
<p>Geralmente, quando estou fazendo, já intuo se aquilo vai ser um poema ou uma canção. Agora, as exceções acabam se tornando inúmeras. Há poemas que, depois de um tempo, foram musicados por mim mesmo ou por outro compositor. Há coisas que surgiram como letras de música, mas aí descubro lá dentro um trecho que pode se tornar um poema visual. Esse movimento é constante. O diálogo entre uma área e outra é constante.</p>
<p><strong>É a primeira vez que você monta um capítulo inteiro apenas com fotografias,certo? </strong></p>
<p>É, sim. Venho fotografando há muitos anos placas de ruas, nas cidades por onde passo. Não só por paixão pela coisa gráfica e a urbanidade, mas porque, muitas vezes, uma placa, um letreiro de loja, salta com um sentido que, tirado do seu contexto original, ganha uma relevância poética interessante e inusitada. Tenho um material muito grande de fotos e tenho o desejo de fazer, com elas, um livro que fosse como uma história em quadrinhos, ou um enredo de espécie qualquer. Tenho também o desejo de fazer uma brincadeira com essas fotos, usando recursos de animação.  É um trabalho que ainda pode se desdobrar para vários lados.</p>
<p><strong>O que você acha da internet como plataforma para experimentação artística, em particular para a poesia? Tem projetos feitos para a web? </strong></p>
<p>Especialmente para a web, só fiz dois poemas para a revista <em><a href="http://www.erratica.com.br" target="_blank">Errática</a></em>. E fiz o vídeo <em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=cb-wRyhvdyU" target="_blank">Nome</a></em>, que conjuga linguagens em um resultado poético híbrido, é uma coisa que poderia funcionar na net, mas nunca pensei em nada interativo. De qualquer forma, o meio é muito sedutor. A poesia, na net, tem um território interessante, tanto na exploração de recursos – você poder acessar ao mesmo tempo música, imagem, vídeo, fotografia – quanto na divulgação de poetas, sejam verbais ou visuais. Nos anos 1970 e 1980, a gente tinha uma série de publicações alternativas que eram muito interessantes. Esse movimento, de certa forma, deslocou-se para a rede.</p>
<p><strong>Falar de internet é rememorar também o excesso de oferta artística dos dias atuais, que por vezes angustia bastante as pessoas. Como você lida com esse excesso? </strong></p>
<p>O excesso é uma das recorrências do nosso tempo – não só na web, mas na rua, nas relações afetivas entre as pessoas. Principalmente para quem vive numa cidade como São Paulo. Mais do que nunca se faz necessário um contrapeso, aspectos críticos, um olhar seletivo que elimine o que não me interessa. Temos de ter o cuidado de encontrar um ponto em que possamos nos aprofundar e não ficar apenas na superfície da onda, surfando na internet.</p>
<p><strong>Qual a sua relação com a prosa, enquanto artista? </strong></p>
<p>Prosa de ficção não é uma coisa que eu tenha interesse em realizar como projeto, pelo menos nesse momento. O que faço é algo de prosa ensaística, contaminada pela poesia; ou faço poemas em prosa, confundindo as coisas. Publiquei já um livro de ensaios, o <em><a href="http://www.arnaldoantunes.com.br/sec_livros_view.php?id=7" target="_blank">40 Escritos</a></em> [Editora Iluminuras, 2000], e tenho até o desejo de fazer um <em>Outros 40</em>. Alguma hora vai pintar esse volume.</p>
<p><strong>O poeta tem alguma missão? </strong></p>
<p>O uso preciso da língua é uma responsabilidade dos poetas. Por mais que seja minoritária a poesia, por mais que haja muito pouca gente que se interesse pela poesia, a gente deve prezar pela saúde da língua, pelo uso preciso e adequado das palavras. Esta é uma lição que acaba sendo usada em todas as instâncias de comunicação, mas a poesia, talvez, seja o setor onde ela se aplique de maneira mais radical.</p>
<p style="text-align: center;">[entrevista feita por mim, publicada no <a href="http://caderno2mais.atarde.com.br/" target="_blank">Caderno 2+</a> em 18/05/2010]<br />
[leia a resenha de <a href="http://abreparentese.com/2010/05/mensagem-e-percepcao-da-palavra-enquanto-signo/" target="_blank">N.D.A.</a>]
]]></content:encoded>
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		<title>Eu ouço happy rock</title>
		<link>http://abreparentese.com/2010/08/eu-ouco-happy-rock/</link>
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		<pubDate>Sun, 29 Aug 2010 02:43:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Breno Fernandes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Música]]></category>

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		<description><![CDATA[Pululam nas redes sociais maus comentários à respeito do tal do happy rock, a geração da vez de bandas pop-rock. Os coloridos, como o próprio nome dado aos integrantes desta tribo sugere, têm como uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste">Pululam nas redes sociais maus comentários à respeito do tal do happy rock, a geração da vez de bandas pop-rock. Os coloridos, como o próprio nome dado aos integrantes desta tribo sugere, têm como uma de suas marcas roupas vistosas e penteados que lembram o dos emos, seus antecessores. A diferença entre os dois grupos vai além. Aqueles se diferenciam destes também nas temáticas e melodias das baladinhas: agora é tudo mais alegre, mais pra cima.</div>
<div id="_mcePaste">Não tem como desconsiderar a importância do happy rock no cenário nacional. Eles estão aí, <a href="http://www.portaisdamoda.com.br/noticiaInt~id~22165~n~os+ganhadores+do+premio+multishow+2010.htm" target="_blank">levando prêmios</a>; saindo em revistas e jornais, inclusive pelo <a href="http://www.youtube.com/watch?v=tqp3PKQuYDg" target="_blank">frisson que seus fãs podem causar</a>; participando de programas de grande audiência (Fiuk, da <a href="http://www.youtube.com/watch?v=4VgQe4ifZQU" target="_blank">Hori</a>, estrelou a última temporada de <em>Malhação</em>; o Restart, o grupo de maior destaque, <a href="http://www.youtube.com/watch?v=dx6dyPFI87Y" target="_blank">participou do <em>Casseta &amp; Planeta</em></a>); e sobretudo estão facilmente acessíveis na internet. Levantados os porquês da relevância adquirida pelos coloridos, gostaria de tecer alguns comentários sobre todo este panorama:</div>
<div>Grande volume dos maldizeres que tenho lido pelas redes sociais alvejando o happy rock têm como impulso aquele velho embate entre as tribos dos gêneros musicais, algo que me parece ter surgido, ou encontrado o solo mais frutífero, dentro do gênero rock-pop. Pelo que me lembro da adolescência, eram sempre dos rockeiros que iniciavam as discussões ou monólogos (na maioria das vezes) apontando como o rock era melhor que o axé music, o pagode, o sertanejo. E não poderia ser diferente: cada gênero musical traz de brinde um conjunto de atitudes que vão das vestimentas ao tom dos discursos, e o protesto e a indignação sempre foram a tônica roqueira por excelência.</div>
<div>Dissecando um pouco mais estes comentários, é possível perceber dois tipos de autores: de um lado os adolescentes que ouvem outras coisas e atacam os coloridos principalmente com insinuações homofóbicas; do outro, uma leva de pessoas entre os 25-35, que tem o rock como sua principal predileção musical e que, quando também não se empolgam nas opiniões homofóbicas, concentram suas energias em provar que aquela música não se comparam nem à dos Beatles, nem à dos Rolling Stones ou de outros garotos como eu.</div>
<div>Ora, só eu acho isto óbvio? A configuração mercadológica é clara: são adolescentes fazendo música comercial para adolescentes, e não para um grupo de intelectualizados, cultuadores de música, e/ou quem já está apto por experiência e reflexão a apreciar movimentos de vanguarda. É patente para mim que, se membros desta geração que hoje tem entre os 25 e 35 anos perdem seu tempo criticando com paixão os coloridos, não é por uma imposição deste <em>grinch</em> chamado Mercado, Indústria, O Sistema, como quiser &#8212; não é por uma imposição sua dele, mas como evidência de uma identificação desta rapaziada com o ser adolescente. Não à toa, há anos vemos discussões sobre as particularidades dos jovens adultos, os pós-adolescentes. Mas não vamos por aí, fiquemos na qualidade musical.</div>
<div>Qualidade musical tem a ver com o quê? Com o que eu gosto? Com o que os críticos, especialistas em música e músicos que você gosta definem como bom? E o que é não é bom para mim e é para você? Estas são algumas indagações que demonstram quão complicada é a questão do gosto &#8212; que, sim, se discute, mas não com assertivas simplistas, tais quais: &#8220;Ah, eles nem sabem tocar direito!&#8221; (E os punks? O BRock?) e &#8220;As letras são idiotas&#8221; (<a href="http://www.youtube.com/watch?v=pJhcGepfG04" target="_blank"><em>Ob-la-di, ob-la-da</em></a>).</div>
<div>(Uma discussão plausível, mas tão fechadinha à gente das faculdades de Comunicação, é se o happy rock é ou não escolarizado na tradição do rock, como bem apontou <a href="http://www.twitter.com/filipedunham" target="_blank">@filipedunham</a>. O que nos obrigaria a falar do pop, por conta do rock-pop e da semalhança nas bases melódicas e nos instrumentos usados da música pop. Daí enveredaríamos para a questão do e-o-que-é-o-pop-afinal? e nos perderíamos em textos teóricos para sempre.)</div>
<div>Ao contrário do meu amigo <a href="http://www.twitter.com/manucaferreira" target="_blank">Manuca</a>, uma das pessoas mais sensatas que conheço, e que motivou este <a href="http://www.pitacosdomanuca.com.br/referencias-da-adolescencia-contemporanea/" target="_blank">post-resposta</a>, não me sinto confortável para carimbar Restart &amp; cia de medíocres. Também me esforço herculeamente para evitar comparar seriamente artistas com propostas distintas, isto é, se me perguntam que banda de happy rock eu considero a melhor, respondo na lata: Restart! Mas se a escolha for entre Restart ou Cidadão Instigado nem me digno a responder.</div>
<div>Há tempos tenho visto vídeos das bandas coloridas no YouTube. Hoje me motivei a baixar o CD do Restart e fiquei com seu hit grudado na mente, <em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=8C5NTA7Y6tg" target="_blank">Recomeçar</a></em>. Mas a melhor música, na minha opinião, é <em>Happy Rock Sunday</em>, a mais nova, que tem ares de manifesto da onda do momento e é divertida à beça. Vamos lá, as palminhas:</div>
<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/3-bA2QPiCMs?fs=1&amp;hl=pt_BR" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385" src="http://www.youtube.com/v/3-bA2QPiCMs?fs=1&amp;hl=pt_BR" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
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		<title>Atoladinha: um metarrefrão microtonal e polissemiótico</title>
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		<pubDate>Sun, 17 May 2009 13:51:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Breno Fernandes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
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		<category><![CDATA[Tô ficando atoladinha]]></category>
		<category><![CDATA[Tomzé]]></category>

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		<description><![CDATA[Apesar de já estar bastante gasta, não há outra palavra a não ser GENIAL para explicar a performance de Tomzé nesta entrevista ao Programa do Jô, explicando porque Atoladinha tem um &#8220;metarrefrão microtonal e polissemiótico&#8221;:]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Apesar de já estar bastante gasta, não há outra palavra a não ser GENIAL para explicar a performance de Tomzé nesta entrevista ao Programa do Jô, explicando porque <em>Atoladinha</em> tem um &#8220;metarrefrão microtonal e polissemiótico&#8221;:</p>
<p align="center"><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/hubD31XaHqU&#038;hl=pt-br&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/hubD31XaHqU&#038;hl=pt-br&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
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		<title>Amostras de Muito Barulho Por Nada</title>
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		<pubDate>Wed, 22 Apr 2009 13:16:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Breno Fernandes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[bahia]]></category>
		<category><![CDATA[Coletivo MBPN]]></category>
		<category><![CDATA[coletivo muito barulho por nada]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
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		<category><![CDATA[Marcelino Freire]]></category>
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		<category><![CDATA[Muito Barulho Por Nada]]></category>
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		<description><![CDATA[O amigo Marcelino Freire, bróder da prosa afiada, esteve na IX Bienal do Livro Bahia e nos deu a honra de passar uns dias cá em Salvador, trocando ideias e risadas com a gente, do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O amigo <a target="_blank" href="http://www.eraodito.blogspot.com">Marcelino Freire</a>, bróder da prosa afiada, esteve na <a target="_blank" href="http://www.bienaldolivrobahia.com.br/">IX Bienal do Livro Bahia</a> e nos deu a honra de passar uns dias cá em Salvador, trocando ideias e risadas com a gente, do <a target="_blank" href="http://coletivomuitobarulhopornada.blogspot.com">Coletivo Muito Barulho Por Nada</a>. Pra quem não conhece o MBPN ainda, trata-se de uma galera, da qual faço parte, que decidiu se juntar para produzir coisas.</p>
</p>
<p>O projeto nasceu quando o poeta e ator baiano <a target="_blank" href="http://www.myspace.com/falapardal">Gabriel Pardal</a>, que atualmente vive no Rio, fez uma participação improvisada nas <em><a target="_blank" href="http://www.mam.ba.gov.br/jamnomam/">jam sessions</a></em> que rolam no Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM) aos sábados. A performance de Pardal, que tem textos fantásticos, inspirou João Vinícius (ex-<a target="_blank" href="http://www.bandaroletarussa.blogspot.com">Roleta Russa</a>) a bolar um projeto que mesclasse literatura &#038; música. João convocou a <a target="_blank" href="http://desertocriativo.wordpress.com/">Gabriel Camões</a> (ex-Roleta Russa) e a mim para uma reunião e começamos a lapidar sua idéia. Um dia depois, encontramos <a target="_blank" href="http://www.flickr.com/photos/pluralidade">Mariele Góes</a>, fotógrafa, pelo Rio Vermelho e, num bate-papo informal, ela trouxe a fotografia para o balaio. Daí resolvemos escancarar de vez as portas e abraçar toda forma de expressão artística que aparecesse. No nosso blogue tem de tudo: de música instrumental a videoclipe, de curtametragens a declamações.</p>
<p>Efetivamente, por uma questão de interesse, de traquejo e de interação entre os atuais membros, a dobradinha literatura-música acaba impondo sua presença com mais frequência. Eis duas amostras do que se pode encontrar no nosso blogue:</p>
<p><em>Carta pra Driu</em> foi nosso texto inaugural. É uma carta de amor que eu havia escrito, e que aqui é lida por Camões; a música é de João.</p>
<p align="center"><embed src="http://dc126.4shared.com/flash/flvplayer.swf" width="420" height="250" allowscriptaccess="always" flashvars="file=http://dc126.4shared.com/img/87182518/7968c39/dlink__2Fdownload_2F87182518_2F7968c39_2FCarta_5Fpara_5FDriu.mp3_3Ftsid_3D20090421-232502-45c6dd34/preview.mp3&#038;link=http://www.4shared.com/file/87182518/7968c39/Carta_para_Driu.html&#038;plugins=revolt-1&#038;logo=http://dc126.4shared.com/images/logo.png&#038;image=http://dc126.4shared.com/images/icons/misc/mp3_200x180.jpg"></embed></p>
<p>Já o próximo áudio é um excerto do clássico romance <em>Madame Bovary</em>, do francês Gustave Flaubert, um dos meus livros prediletos. Estava na casa de João, vendo filmes, conversando sem compromisso, e ele decidiu gravar a leitura que eu fazia. Cebola Pessoa, em seguida, pegou este material e criou uma base que é &#8212; putz, de uma beleza inefável.</p>
<p align="center"><embed src="http://dc129.4shared.com/flash/flvplayer.swf" width="420" height="250" allowscriptaccess="always" flashvars="file=http://dc129.4shared.com/img/97276339/126d029/dlink__2Fdownload_2F97276339_2F126d029_2FMadame_5FBovary.mp3_3Ftsid_3D20090421-232513-1f1f9371/preview.mp3&#038;link=http://www.4shared.com/file/97276339/126d029/Madame_Bovary.html&#038;plugins=revolt-1&#038;logo=http://dc129.4shared.com/images/logo.png&#038;image=http://dc129.4shared.com/images/icons/misc/mp3_200x180.jpg"></embed></p>
<p>Assine o feed do <a target="_blank" href="http://coletivomuitobarulhopornada.blogspot.com">blogue do MBPN</a> porque, nas próximas semanas, vem muita coisa bacana, inclusive um texto inédito do Marcelino. E, em breve, eu volto com este assunto aqui no abre parêntese (, mas desta vez será para convidar você para nossas primeiras apresentações ao vivo. Bó fazer barulho!</p>
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		<title>I&#8217;m throwing my arms around Paris</title>
		<link>http://abreparentese.com/2009/02/morrisey-refusal-of-years/</link>
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		<pubDate>Wed, 25 Feb 2009 17:10:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Breno Fernandes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[YouTube]]></category>
		<category><![CDATA[morrissey]]></category>
		<category><![CDATA[videoclipe]]></category>

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		<description><![CDATA[Sonhei que fazia um post colocando o vídeo abaixo; como não sou de desobedecer meu inconsciente&#8230; Refusal of years tem sido o disco que mais ouço neste começo de ano. Nunca prestara muita atenção ao [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sonhei que fazia um post colocando o vídeo abaixo; como não sou de desobedecer meu inconsciente&#8230;</p>
<p><center><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/sCXdrc5xDY8&#038;hl=pt-br&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/sCXdrc5xDY8&#038;hl=pt-br&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></center></p>
<p><em>Refusal of years</em> tem sido o disco que mais ouço neste começo de ano. Nunca prestara muita atenção ao trabalho de <a href="http://www.myspace.com/morrissey" target="_blank">Morrissey</a>, mesmo na sua época de The Smiths. Seu nome me era familiar apenas pelas inúmeras referências que o Renato Russo fazia a ele. Ouvi <em>I&#8217;m throwing my arms around Paris </em>por um link disponibilizado via Twitter e achei-a linda, tocante. O disco inteiro é muito bom, é cheio, envolvente; apesar de não ter nada soando a novidade, nada experimental, tudo é tão bem carrilado que o álbum, mesmo sendo deste ano, tem um ar de clássico do rock. Vale ainda destacar as letras de Morrissey, com uma profundidade rara de se encontrar hoje em dia nas canções em inglês. <em>I&#8217;m throwing&#8230;</em> entra não somente pelo sonho, mas por mostrar todas as caraterísticas mencionadas aqui. Aumenta o som e canta junto.</p>
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