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		<title>Seth Rogen, ícone da geração desambiciosa?</title>
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		<pubDate>Sun, 11 Mar 2012 01:52:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Breno Fernandes</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Desde que me mostraram uma foto de Seth Rogen e disseram-me que ele parecia comigo, passei a acompanhar sua vida profissional como ator. Embora não veja tanta semelhança entre nós, exceto por determinado visual que ele adota de vez em quando, com barba, passei a ver todos os seus filmes, levado pela vaidade de ter, reconhecidamente, um sósia famosinho; ou, vai ver, é para experimentar uma projeção em segundo grau, na qual eu me imagino aquele outro que se imagina um outro.</p>
<p>Apesar de ver seus filmes, eles não são do meu agrado. Geralmente, ele atua em comédias de humor retardado, grosseiro e escatológico, a exemplo de <em>Superbad</em> e <em>Vigia sob Vigilância</em> — talvez, seus maiores sucessos. Uma vez ou outra, faz algo diferente, como <em>Besouro Verde</em>, no qual não se saiu muito bem, porque seu talento é limitado; ele é aquele tipo de ator que só sabe interpretar um personagem, no seu caso, a figura do pós-adolescente, que tem entre 25-35 anos, um trabalhinho meia boca e só quer, mesmo, saber de transar, beber e fumar maconha.</p>
<p>Analisando as coisas nesses termos, elas não parecem nada demais. Deixe-me, então, reformular meu pensamento: Seth Rogen está sempre interpretando tipos sem ambição. Isso é extremamente curioso quando se verifica que seus filmes têm diferentes diretores. <em>50/50</em> é de Jonathan Levine. <em>Pineapple Express</em> é de David Gordon Green. <em>Ligeiramente Grávidos</em> (um dos poucos de que gosto) é de Judd Apatow. Em todos eles, os personagens — não apenas os de Rogen, que fique claro —, embora tenham características parecidas às dos tipos que os estadunidenses costumam chamar de perdedores (<em>losers</em>), não se definem por estas. Na narrativa tradicional do <em>loser</em>, ele tem ciência da sua condição de derrotado profissional, social ou amoroso, e seu mote é, justamente, a superação de alguma destas barreiras. Nas histórias em que Rogen aparece, os perdedores podem até ter sofrido bullying na escola e  não ter conquistado muitas garotas, mas isso não importa.</p>
<p>Pode-se imaginar que seja o caso de essa geração de atores, roteiristas e diretores estar transplantando para a tela a pouco explorada gente ordinária. O que chama mais atenção, nessa história toda, é o fato de essa gente não ter ambição — afinal, uma coisa não está associada a outra necessariamente, ou está?</p>
<p>Quando falo de ambição, não me refiro a ganância. Ter sonhos ou planos para o futuro são ambições, e os personagens e Seth Rogen não têm nada disso. A não ser por <em>Funny People</em>, em que ele faz um jovem garçom que quer se lançar como comediante, não me vem à memória, neste instante, outro filme no qual algum personagem apresente a ambição burguesa de ser bom em algum tipo de trabalho; a ambição machista de experimentar vivências radicais; ou outra qualquer, como formar uma família ou fazer uma viagem. Obviamente, como tipos de sua época, eles tampouco demonstram desejo algum de atuação social ou descoberta espiritual. Não são neobeatniks.</p>
<p>Então são o quê?</p>
<p>Como Seth Rogen só interpreta a si mesmo, posso crer que o estereótipo do desambicioso se encaixa, com as devidas adaptações idiossincráticas, com muita gente da sua geração, que também é a minha, afinal, temos quatro anos de diferença somente. Aumenta a minha certeza o meu estranhamento acerca dessa questão; estranhamento que nasce do reconhecimento da carência de aspirações em amigos e conhecidos. Como eu tenho ambições aos montes (o que não faz de mim alguém melhor, talvez apenas mais susceptível ao discurso dos meus ascendentes), achava que a minha percepção sobre essa ausência identificada em meu círculo social existia por contraposição dos outros a mim. Agora, pensando nos filmes de Seth Rogen, dou-me o ousadia de ampliar a questão: será um aspecto geracional?</p>
<p>Mais importante: que caminho nos trouxe até aqui?</p>
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		<title>Técnicas de Masturbação entre Batman e Robin (A Solidão)</title>
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		<pubDate>Sat, 25 Feb 2012 00:24:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Breno Fernandes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
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		<description><![CDATA[Para fechar a série Três Anos de Muito Barulho Por Nada, um trecho do romance Técnicas de Masturbación entre Batman y Robin, do colombiano Efraim Medina Reyes, lançado em 2003. Lembro-me de que, ao contrário [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Para fechar a série Três Anos de <a href="http://coletivomuitobarulhopornada.blogspot.com" target="_blank">Muito Barulho Por Nada</a>, um trecho do romance </em>Técnicas de Masturbación entre Batman y Robin<em>, do colombiano Efraim Medina Reyes, lançado em 2003. Lembro-me de que, ao contrário de </em><a title="Madame Bovary (excerto)" href="http://abreparentese.com/2012/02/madame-bovary-excerto/" target="_blank">Madame Bovary</a> <em>e </em><a title="O Grande Gatsby (excerto)" href="http://abreparentese.com/2012/02/o-grande-gatsby-excerto/" target="_blank">O Grande Gatsby</a><em>, em que Cebola e João, respectivamente </em><em>tiraram melodias a partir de excertos que eu li por acaso durante nossos encontros, este áudio nasceu em um momento no qual João vinha pensando obcecadamente em uma melodia por semanas, tinha mesmo o refrão pronto e, tão logo me ouviu ler o trecho de Medina Reyes, soube que tinha achado o que faltava para sua música. </em>Técnicas de Masturbación entre Batman y Robin<em> é uma coletânea de novelas de humor ácido e tristonho sobre o amor. </em></p>
<p>&#8220;Para amar a una mujer primero debemos fingir ese amor. Mentimos hasta lograr amarla y luego, cuando llega el vacío, juramos que el amor aún está allí. Nunca estamos de verdad con una mujer sino con la idea de estar con ella. La mujer que deseamos está en la distancia y luego la proximidad la consume, la hace trasto o reliquia.&#8221;<span style="font-size: xx-small;">*</span></p>
<p>[refrão]</p>
<p><em>Now, you&#8217;ll be alone<br />
My sweetest joy<br />
You can go home</em></p>
<p>&nbsp;
<p align="center"><embed src="http://www.4shared.com/embed/716327498/a66d7aad" width="420" height="250" allowfullscreen="false" allowscriptaccess="always" type="application/x-shockwave-flash"></embed></p>
<p><strong>música —</strong> <a href="http://www.ouvindonana.com" target="_blank">João Vinícius</a></p>
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		<title>O Grande Gatsby (excerto)</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Feb 2012 10:00:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Breno Fernandes</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Muito Barulho Por Nada]]></category>
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		<description><![CDATA[Encerrando a série Três Anos de Muito Barulho Por Nada, que correu ao longo dessa semana em que o coletivo faz aniversário, a leitura de um trecho de O Grande Gatsby, de F. Scott Fitzgerald. O [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Encerrando a série Três Anos de <a href="http://coletivomuitobarulhopornada.blogspot.com/" target="_blank">Muito Barulho Por Nada</a>, que correu ao longo dessa semana em que o coletivo faz aniversário, a leitura de um trecho de </em>O Grande Gatsby<em>, de F. Scott Fitzgerald</em>. <em>O excerto transcrito abaixo foi adaptado da única tradução que achei disponível na internet, em português de Portugal; assim, não segue, necessariamente, a pontuação dada à versão mais conhecida no Brasil, traduzida por Brenno Silveira:</em></p>
<p>&#8220;As luzes tranquilas das casas sussurravam na escuridão e havia entre as estrelas agitação e alvoroço. Pelo canto do olho, Gatsby viu que os blocos dos passeios formavam na verdade uma escada, subindo para um lugar secreto acima das árvores. Ele poderia subir por ela, se subisse sozinho, e, uma vez lá, poderia sugar o sumo da vida, tragar o leite incomparável de todas as maravilhas. Seu coração batia cada vez mais rápido à medida que o alvo rosto de Daisy se aproximava do seu. Sabia que ao beijar aquela garota, unindo para sempre suas visões indescritíveis ao hálito perecível de Daisy, seu espírito jamais se entregaria a traquinagens, como o espírito de Deus. Aguardou, pois, o momento, atento ao diapasão que soara contra uma estrela. E então beijou-a. Ao toque de seus lábios, ela desabrochou como uma flor, e a corporificação foi completa.&#8221;</p>
<p>&nbsp;
<p align="center"><embed src="http://www.4shared.com/embed/96925722/9e034bd5" width="420" height="250" allowfullscreen="false" allowscriptaccess="always" type="application/x-shockwave-flash"></embed></p>
<p><strong>música —</strong> <a href="http://www.ouvindonana.com" target="_blank">João Vinícius</a></p>
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		<title>Madame Bovary (excerto)</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Feb 2012 09:59:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Breno Fernandes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Da série Três Anos de Muito Barulho Por Nada — leitura de um dos trechos mais bonitos de Madame Bovary, na tradução ímpar de Fernanda Ferreira Graça: &#8220;Tantas vezes havia ele escutado estas coisas, que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Da série Três Anos de<a href="http://coletivomuitobarulhopornada.blogspot.com" target="_blank"> Muito Barulho Por Nada</a> — leitura de um dos trechos mais bonitos de </em>Madame Bovary<em>, na tradução ímpar de Fernanda Ferreira Graça</em>:</p>
<p>&#8220;Tantas vezes havia ele escutado estas coisas, que já não lhes encontrava nenhuma originalidade. Emma assemelhava-se a todas as amantes, e o encanto da novidade, pouco a pouco,caindo como a roupa que se despe, deixava a nu a eterna monotonia da paixão, que tem sempre as mesmas formas e a mesma linguagem. Rodolphe, um homem com tanta prática, não distinguia a diferença de sentimentos na semelhança das expressões. Porque lábios libertinos ou venais lhe haviam murmurado frases do mesmo género, só muito vagamente acreditava na ingenuidade daquelas. Era preciso dar o desconto, pensava ele, aos discursos exagerados que escondem afeições medíocres, como se a plenitude da alma não transbordasse por vezes nas metáforas mais ocas, já que jamais alguém pôde dar a exacta medida das suas necessidades, ou das suas concepções, ou das suas dores. É que a palavra humana é como um caldeirão rachado em que se batem melodias para fazer dançar os ursos, quando o que se pretendia era enternecer as estrelas.&#8221;</p>
<p>&nbsp;
<p align="center"><embed src="http://www.4shared.com/embed/97276339/126d029" width="420" height="250" allowfullscreen="false" allowscriptaccess="always" type="application/x-shockwave-flash"></embed></p>
<p><strong>música —</strong> <a href="https://www.facebook.com/profile.php?id=100001895125571" target="_blank">Cebola Pessoa</a> (o homem que, se eu fosse Deus, contrataria para musicar o mundo.)</p>
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		<title>Pintinha</title>
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		<pubDate>Thu, 23 Feb 2012 12:26:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Breno Fernandes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Da série Três Anos de Muito Barulho Por Nada: João Vinícius, em performance solo, adaptando este conto meu. &#160;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Da série <a href="http://coletivomuitobarulhopornada.blogspot.com" target="_blank">Três Anos de Muito Barulho Por Nada</a>:</em></p>
<p><a target="_blank" href="http://www.ouvindonana.com">João Vinícius</a>, em performance solo, adaptando <a title="." href="http://abreparentese.com/2011/04/893/" target="_blank">este conto meu</a>.</p>
<p align="center"><embed src="http://www.4shared.com/embed/316062845/7d4ef469" width="420" height="250" allowfullscreen="false" allowscriptaccess="always" type="application/x-shockwave-flash"></embed></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Rocío</title>
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		<pubDate>Thu, 23 Feb 2012 10:00:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Breno Fernandes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Da série Três Anos de Muito Barulho Por Nada — quando o poeta bissexto, que mal sabe rimar em português, consegue umas rimazinhas em espanhol para protestar contra a chapinha. Rocío, Rocío, ¿dónde están tus [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Da série Três Anos de <a href="http://coletivomuitobarulhopornada.blogspot.com" target="_blank">Muito Barulho Por Nada</a> — quando o poeta bissexto, que mal sabe rimar em português, consegue umas rimazinhas em espanhol para protestar contra a chapinha.</em></p>
<p style="text-align: center;">Rocío, Rocío, ¿dónde están tus rizos?<br />
Los que a mis dedos les gustaba pivotar<br />
jugar como si fueran las vueltas de una montaña-rusa<br />
Rocío,<br />
tu pelo ahora es como una autopista<br />
recta, sin curvas que guardan sorpresas<br />
que me inspiran cuidados<br />
o que me hacen imprudente:<br />
tu pelo es frío, Rocío<br />
el calor que te emana no se queda en estas líneas<br />
él escurre hacía las puntas<br />
y gotea atrás de tus pasos<br />
Yo me quedo enojado</p>
<p style="text-align: center;">Rocío, Rocío, ¿dónde están tus rizos?<br />
Los que a mis dedos les gustaba bucear<br />
hasta encontrar el punto<br />
que hacía de tu cuerpo un solo rizo<br />
ligero, anhelado a mi cuerpo<br />
Rocío,<br />
es demasiado simple ahora<br />
dejas escapar a tu secreto<br />
dejas vulnerable la mía esencia<br />
y los aplasto a los dos con mí peso vacío<br />
contra la sábana, huyiendo de ti<br />
que te quedastes pelada<br />
Rocío</p>
<p style="text-align: center;">Y yo no tengo pelos en la lengua<br />
para decirte con pelos y señales<br />
que ello va a tirarte de los pelos.</p>
<p style="text-align: center;">&nbsp;<embed src="http://www.4shared.com/embed/135701258/cab863d3" width="420" height="250" allowfullscreen="false" allowscriptaccess="always" type="application/x-shockwave-flash"></embed></p>
<p style="text-align: left;"><strong>música —</strong> <a href="https://www.facebook.com/profile.php?id=100001895125571" target="_blank">Cebola Pessoa</a>; <strong>leitura —</strong> <a href="https://twitter.com/#!/loisenblanco" target="_blank">Lois Blanco</a></p>
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		<title>A hora da borboleta</title>
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		<pubDate>Wed, 22 Feb 2012 12:15:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Breno Fernandes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ficções]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Muito Barulho Por Nada]]></category>
		<category><![CDATA[coletivo muito barulho por nada]]></category>
		<category><![CDATA[Ugo Sangiorgi]]></category>
		<category><![CDATA[Veronica Valois]]></category>

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		<description><![CDATA[Da série Três Anos de Muito Barulho Por Nada: Aquele homem parecia um gigante; para cima ou para os lados, ela só via seu corpo, estendendo-se até o horizonte. Suas mãos seriam capazes de envolvê-la [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Da série Três Anos de <a href="http://coletivomuitobarulhopornada.blogspot.com/" target="_blank">Muito Barulho Por Nada</a>:</em></p>
<p>Aquele homem parecia um gigante; para cima ou para os lados, ela só via seu corpo, estendendo-se até o horizonte. Suas mãos seriam capazes de envolvê-la como um casulo, e foi justamente o que ele fez. As roupas se rasgaram: era a hora da borboleta. Ele a ergueu, um primeiro incentivo para um voo bem-sucedido. Com as pernas e braços presos às costas dele, ela descia e subia, descia e subia, voando, voando.</p>
<p>&nbsp;
<p align="center"><embed src="http://www.4shared.com/embed/104131413/848a9677" width="420" height="250" allowfullscreen="false" allowscriptaccess="always" type="application/x-shockwave-flash"></embed></p>
<p><strong>música —</strong> <a href="https://twitter.com/#!/ugosan" target="_blank">Ugo Sangiorgi</a>; <strong>leitura —</strong> <a href="http://www.myspace.com/veronicavalois" target="_blank">Veca Valois</a></p>
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		<title>À pequena bailarina</title>
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		<pubDate>Wed, 22 Feb 2012 11:30:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Breno Fernandes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Muito Barulho Por Nada]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
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		<category><![CDATA[música e palavra]]></category>

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		<description><![CDATA[Nesta semana de fevereiro, recupero alguns dos meus textos da época em que fazia parte do coletivo de música &#38; literatura Muito Barulho Por Nada, em homenagem ao mês de três anos de aniversário da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Nesta semana de fevereiro, recupero alguns dos meus textos da época em que fazia parte do coletivo de música &amp; literatura <a href="http://coletivomuitobarulhopornada.blogspot.com/" target="_blank">Muito Barulho Por Nada</a>, em homenagem ao mês de três anos de aniversário da sua criação.</em></p>
<p><em>Abaixo, o post original que apresentava este trabalho, </em>À pequena bailarina<em>, pois não saberia descrevê-lo melhor do que fiz de primeira:</em></p>
<p>Não me lembro sobre qual das grandes figuras da música erudita conta-se a história de que, certa feita, após apresentar a um pequeno público uma nova peça, ouviu de uma senhora:</p>
<p>&#8211; Bravo, Maestro! Mas o que senhor quis dizer com esta obra?</p>
<p>&#8211; O que eu quis dizer?! &#8212; engasgou-se ele; em seguida, pôs-se a tocar a música de novo, até o fim. &#8212; Eu quis dizer isso!</p>
<p>Inspirado pelo Maestro que desconheço, eu soube finalmente o que te oferecer, Pequena Bailarina.</p>
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<p><strong>música —</strong> <a href="http://www.ouvindonana.com" target="_blank">João Vinícius</a>; <strong>foto da capa —</strong> <a target="_blank" href="http://nooir.wordpress.com">http://nooir.wordpress.com</a></p>
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		<title>A dor de Mari (Acróstico para Violeta)</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Feb 2012 11:57:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Breno Fernandes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Muito Barulho Por Nada]]></category>
		<category><![CDATA[acróstico para Violeta]]></category>
		<category><![CDATA[coletivo muito barulho por nada]]></category>

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		<description><![CDATA[Este post faz parte da retrospectiva Coletivo Muito Barulho Por Nada, em homenagem aos três anos de nascimento do grupo, em fevereiro de 2009. Você pode até disfarçar Isso que chamam de charme O meu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Este post faz parte da retrospectiva <a href="http://coletivomuitobarulhopornada.blogspot.com" target="_blank">Coletivo Muito Barulho Por Nada</a>, em homenagem aos três anos de nascimento do grupo, em fevereiro de 2009. </em></p>
<p><strong>V</strong>ocê pode até disfarçar<br />
<strong>I</strong>sso que chamam de charme<br />
<strong>O</strong> meu olho capta entre teus dentes<br />
<strong>L</strong>ê entre teus cachos, teus passos<br />
<strong>E</strong> se me torna mais que evidente<br />
<strong>T</strong>ua beleza tímida, de flor de penhasco<br />
<strong>A</strong> qual eu contemplaria mesmo se despencasse</p>
<p>&nbsp;
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<p><strong>música —</strong> <a href="http://www.ouvindonana.com" target="_blank">João Vinícius</a>; <strong>leitura —</strong> Marianna Bittencourt</p>
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		<title>Carta pra Driu</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Feb 2012 11:29:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Breno Fernandes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônica]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Muito Barulho Por Nada]]></category>
		<category><![CDATA[carta de amor]]></category>
		<category><![CDATA[coletivo muito barulho por nada]]></category>
		<category><![CDATA[Gabriel Camões]]></category>
		<category><![CDATA[João Vinícius]]></category>
		<category><![CDATA[ouvindo nana]]></category>

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		<description><![CDATA[Não tem banda larga que compita com o tempo! Há três anos, em fevereiro de 2009, João Vinícius, o Billy, exímio músico, convidou a mim e a Gabriel Camões, o Top, homem de múltiplos talentos, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Não tem banda larga que compita com o tempo! Há três anos, em fevereiro de 2009, <a href="http://www.ouvindonana.com" target="_blank">João Vinícius</a>, o Billy, exímio músico, convidou a mim e a <a href="http://www.youtube.com/watch?v=6ve7HckBdrw">Gabriel Camões</a>, o Top, homem de múltiplos talentos, para compor o <a href="http://coletivomuitobarulhopornada.blogspot.com/" target="_blank">Coletivo Muito Barulho Nada</a>, um grupo experimental de mescla de música e poesia. Logo o grupo se encheu com outros amigos, e era uma festa. Ficamos cerca de um ano e meio fazendo, exatamente, o que o nome do coletivo se propunha, via internet e &#8220;ao vivo e em 3D&#8221;.  Aproveito esta semana em fevereiro, mês de aniversário do MPBN, para rememorar e registrar alguns dos meus textos em cima dos quais trabalhamos. </em></p>
<p><em>O primeiro deles é uma carta de amor:</em></p>
<p>Driu,</p>
<p>Um dia a gente vai casar. Se eu não tivesse outras paixões à frente, esta enorme simpatia por ti já teria evoluído e muito provavelmente se tornado amor platônico. Mas só quando eu tiver vivido bastante para ter gastado todas as outras, será a vez da tua, ou melhor dizendo, da minha paixão por ti. Por acaso, vai ser quando o vigor da juventude te passar; quando você se cansar de festas e a sua pele ficar velha a ponto de você não mais se importar com a beleza física e o vigor juvenil do parceiro. É por isto que eu falo em casamento: quando atingirmos esta idade, não vai dar pra ficar só de namorinho.</p>
<p>Apesar de ter 22 agora, eu já sou um velho. Talvez seja dobrado quando chegar o nosso tempo. Ou talvez eu siga o rumo inverso e vá ficando jovial, sabe Deus. De um modo ou de outro, eu vou te interessar. Não é prepotência de minha parte, te juro, é só uma certeza que eu sinto. Agora, se você deixar de carregar essa baixa auto-estima que você mesmo alega, essa baixa auto-estima que vezenquando te aparece nos olhos, no ricto, nos rascunhos de rugas, aí talvez eu me desinteresse por ti. Desculpa a sinceridade. (Como estou seguro de que vamos casar, é sinal de que essa tristeza não vai desaparecer. De toda sorte, a ressalva é só para o caso de você decidir fazer análise algum dia.)</p>
<p>Quero essa sua tristeza encantadora persistentemente presente. E aí a graça da minha vida vai ser te fazer sorrir, te fazer feliz de pouquinho a pouquinho, e só quando a gente for bem velhinho é que seu castelo de alegrias vai estar pronto e você poderá abandonar a melancolia; mesmo porque, quando as tuas rugas ficarem profundas, quando a consistência dos teus olhos ficar mais líquida que sólida, quando restarem poucos dentes teus de verdade, aí ela já não vai ter charme. Todo velhinho que se preze tem de ser contente, tem de sorrir dando a impressão de guardar um grande segredo, que no seu caso vão ser essas pequenas alegrias que eu te darei, e que eu ainda não sei quais são.</p>
<p>Só sei que a gente, um dia, casa. E na nossa cerimônia eu te lerei a versão definitiva daquele primeiro versinho que eu te fiz, de improviso, e que começava dizendo: Driu / se você fosse uma flor de abril / seria uma européia sem graça / murcha&#8230;</p>
<p>Um beijo,</p>
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<p><strong>música —</strong> João Vinícius; <strong>leitura —</strong> Gabriel Camões</p>
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